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A INGRATIDÃO DO COLONIZADO parte I de III

A Classe dominante por vezes é tão soberba que parece que temos que agradecer pelo fato de terem colonizado inúmeros países africanos e americanos.....

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A INGRATIDÃO DO COLONIZADO parte I de III

Fotografia: http://quero50005.blogspot.com.br/2012/08/o-ntem-me-deu-branco-nao-consegui.html

A INGRATIDÃO DO COLONIZADO     Parte I de III

Por T.I.T.O. *

Pretos e Pretas, num ambiente coisificado são categóricos em renunciar-se enquanto humanos, enquanto detentores de algum tipo de dignidade, enquanto pertencentes a algum legado científico, histórico, que realmente contribuiu ou contribua para com a humanidade.

A História segundo a visão eurocêntrica do mundo greco-romano constitui em inúmeras apropriações em inúmeras áreas, seja nas artes, na matemática, na linguística, na geometria, física, geografia, ou seja, de modo a constituir o World White (Mundo Branco) tudo que foi que está sendo, ou que será construído será pela competência do homem branco e de sua cultura ocidental superior avassaladora.

Ao contrassenso, podemos notar a eficiência dos métodos de barreiras enraizados no cerne do pensamento, modo de fazer brasileiro no geral, colocando como o ápice o modo de ser do branco e o estágio primitivo-selvagem tudo aquilo que não for branco.  Acrescente o controle dos meios de produção a esse racismo peculiar, simule uma democracia racial  e harmonize de maneira formal,  numa espécie de Walt Disney a Casa Grande e a Senzala. Evidentemente que os motins, insurreições e, principalmente os Quilombos deixemos de lado, pois o Brasil carrega uma contradita absurda: um país que detém a alcunha de Democracia Racial foi o último país do mundo a abolir a escravização de seres humanos.

Se alguém tiver uma fagulha de dúvidas quanto ao efeito corrosivo do processo de colonização e descolonização, observemos o modelo peculiar do racismo à brasileira, sua forma pseudo cordial em nada alivia para o que fica caracterizado como alvo... A maioria da população submetida de forma compulsória às diversas formas de genocídio, com o avanço fulgural da violência, sendo a resposta policialesca como um retroviral, aos corpos estranhos que insistem em sobreviver em uma sociedade pautada no antagonismo de classes, nas identidades confusas e esquizofrênicas brasileiras e a ausência de um sentimento nacional forte configura na ofensiva do capital e nas suas várias formas de se manifestarem.

Comportamentos enviesados na perspectiva e ótica do opressor, que ao incorporarem como se fossem suas posturas mesmo contrarrevolucionárias, ou até mesmo reprodução das ideias que permeiam e são hegemônicas na classe trabalhadora não nos pertencem, mas reproduzimos a torto e à direita sem pestanejos e sem qualquer noção do alinhamento da direita seja liberal, seja neofascista ou ultraconservadora.

Sabemos da dívida que a esquerda no Brasil e quiçá no mundo ainda tem referente ao enfrentamento contra o racismo, a polarização dos dois campos de atuação e a infeliz ruptura apenas faz com que o enfrentamento seja parcial e não literal, ate porque dissociar a questão racial da questão de classe é um erro crasso que tanto a esquerda e setores do movimento negro insistem ainda em cometer.

Em suma, e de crucial análise é preciso salientar do quanto estamos dispostos a manter o lado de cá da trincheira sólido e revigorado, seja na escuta de algum som do Imortal Tequinique, ou da Keny Arkana, seja revisitando Marx, Fannon, Assata Shakur ou Angela Davis, estudando os processos de libertação em Africa, é preciso avançar, sem achismo ou aventureirismo, pois a linha das opressões está dialogando, flertando-se de forma a estagnar nossa reação e o que não podemos é dar munição aos opressores, precisamos ser ingratos quanto à herança que planejaram aos nossos filhos, netos, bisnetos, sejamos ingratos quanto ao processo violento civilizatório da educação ocidental judaico/cristã e prioritariamente valorizar as formas de resistência e sobrevivência na nossa perspectiva, no nosso viés sob o nosso ponto de vista histórico.

 

*Ativista do Coletivo de Esquerda Força Ativa

                                                             




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