CidTiradentes.com - 26_03_2017-jovens-relatam-racismo-abuso-e-agressao-fisica-da-gcm-em-rolezinho-no-parque-do-carmo

Jovens relatam racismo, abuso e agressão física da GCM em rolezinho no Parque do Carmo

Evento aconteceu na tarde deste sábado (25) e reuniu cerca de 1.500 jovens na zona leste

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Jovens relatam racismo, abuso e agressão física da GCM em rolezinho no Parque do Carmo

Fotografia: Pelo menos 16 jovens relataram violência da GCM no local Darlan Mendes/Divulgação

O rolezinho convocado pelo Facebook para o início da tarde deste sábado (25) no Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo terminou com mais de uma dezena de denúncias de abusos por parte da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e do Iope (Inspetoria de Operações Especiais), também da Prefeitura de São Paulo. Pelo menos 16 jovens relatam violência verbal, física ou racismo.

Antes mesmo do início do evento, marcado para às 14h, os jovens contam que a abordagem na portaria do parque era discriminatória. Darlan Mendes, um dos organizadores e Presidente da Associação Rolezinho A Voz do Brasil, de 27 anos, explica.

— A entrada principal do parque foi fechada pela Guarda Civil Metropolitana e só jovens que aparentavam ser do rolezinho, por vestir aquele tênis, aquela blusa, aquela camiseta e aquele corte de cabelo, eram abordados e verificados.

O organizador complementa.

— Antes mesmo do início do evento nós encontramos dois jovens [maiores de 18 anos] que foram abordados com copos de bebidas. A GCM agredia verbalmente os dois, falavam ao ouvido, questionavam suas tatuagens e os qualificando-os como marginais. Ali identificamos a primeira abordagem violenta, suspeita e desnecessária. Os jovens foram pedidos para se retirar do parque com ofensas verbais e constrangimentos.

O principal acusado dos abusos foi identificado pelos jovens como Subtenente Almeida, do Iope. Um jovem, identificado como G.B revela que o GCM o ameaçou em dois momentos.

— Você deu sorte que não é minha abordagem, porque se fosse eu já quebrava você aqui.

E depois, ao pé do ouvido, ele disse.

— Eu vou falar um negócio aqui que vai ficar só entre nós dois. Se você continuar enchendo o meu saco eu vou te arrebentar com a sua mãe aqui.

Na sequência o guarda admitiu estar ameaçando o jovem e completou.

— Uma mentira minha vale mais do que seis verdades suas. Eu já tô há mais de 20 anos aqui, se eu assinar um BO a mais ou um BO a menos eu não tô nem aí, não vai acontecer nada comigo.

No vídeo abaixo, o menor identificado como G.B, de 15 anos, conta como foi a abordagem da Guarda Civil Metropolitana ao presidente da Associação Rolezinho A Voz do Brasil Darlan Mendes.

Juliana Cattalani, mãe de um menino de 14 anos que também foi encaminhado para a 53º Distrito Policial relata racismo por parte dos guardas. Segundo ela, o menor e mais alguns amigos estavam brincando com um chaveiro em formato de arma de fogo.

— A GCM os abordou como se eles fossem bandidos. Mandou pôr a mão na cabeça, deitar no chão, falou que não queria ninguém filmando. Em um momento o guarda falou que ele iria ‘fritar’ o meu filho, que ele ia para a Febem.

A mãe aponta uma postura, segundo ela, racista na abordagem da guarda.

— No grupo, ele abordou só o meu filho e mais um menino e de certa forma eles demonstraram que a abordagem, os dois que tinham a pele escura.

E revela ainda como os menores foram conduzidos ao DP.

— Colocaram eles dentro da viatura, mandaram eles sentarem em cima da mão e encaminharam para a delegacia.

Darlan Mendes, um dos organizadores do evento, afirma que o saldo de violência poderia ser ainda pior se no local não tivesse a presença da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e o Conselho Tutelar.

A Associação Rolezinho A Voz do Brasil promete encaminhar nesta segunda-feira (27) a denúncia dos abusos à corregedoria da Guarda Civil Metropolitana, à Secretaria Municipal de Segurança Urbana  à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, além de pedir procedimento no Ministério Público.

Em nota, a Guarda Civil Metropolitana afirma que "atuou no Parque do Carmo no sábado (25) como parte de uma força-tarefa da Prefeitura de São Paulo que trabalha para evitar venda ilegal de bebida alcoólica a menores de idade em parques". Participam do mutirão a Secretaria de Direitos Humanos, entre outras pastas. Segundo a GCM, foram apreendidos 350 litros de bebidas.

Sobre as denúncias, a Prefeitura afirma. "Quanto ao episódio mencionado pela reportagem do R7, tratou-se de uma abordagem que resultou na apreensão de substância encaminhada à perícia, pois aparentava ser maconha. A Prefeitura esclarece que a Corregedoria da GCM está aberta a receber denúncias e se prontifica a averiguar se houve excessos na abordagem sábado (25). Com relação ao atendimento do menor no 53º Distrito Policial, é necessário que a reportagem do R7 procure pela Secretaria de Segurança Pública para os esclarecimentos.

Também em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirma que "a Polícia Civil informa que o adolescente permaneceu na delegacia durante o registro do boletim de ocorrência aguardando o laudo de constatação do entorpecente com ele apreendido. Em seguida, foi liberado aos responsáveis", mas não explica se o menor ficou encarcerado.

Via:R7noticias.com




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