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Zona Leste de SP teve ao menos 24 assassinatos em bailes funks em 2015

Cidade Tiradentes TEVE 12 Mortos em Quatro pancadões sem Passado ano.

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Zona Leste de SP teve ao menos 24 assassinatos em bailes funks em 2015

Fotografia: Baile funk na Cidade A. E. Carvalho, na Zona Leste de São Paulo (Foto: TV Globo/Reprodução)

Pelo menos 24 pessoas morreram em bailes funks e pancadões na Zona Leste de São Paulo no ano passado. Os dados fazem parte de um levantamento exclusivo feito do SPTV, com base em mais de 4 mil boletins de ocorrência de mortes violentas na capital. Ao todo, foram analisados 897 assassinatos por meio de dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, antes de o governo paulista decretar sigilo nos documentos.
 
Na Zona Leste, foram cerca de 270 mortes nesse período. Pelo menos 20 nos bailes funks realizados nas ruas entre janeiro e novembro do ano passado. Em dezembro foram mais quatro assassinatos nos pancadões. Nenhum dos registros aponta o que motivou o crime, mas nos relatos de 14 mortes é citado que as vítimas usavam veículos roubados.
 
Os crimes ocorreram em vários bairros da Zona Leste: dois em Cidade A. E. Carvalho, cinco em União de Vila Nova, três em Lajeado, dois em Guaianases. Já em Cidades Tiradentes houve mais 12 mortos em quatro bailes funks. Algumas mortes foram no mesmo dia.
 
O organizador de eventos MC Malvado participa dos pancadões na Zona Leste. “Aqui nós estamos na cidade A. E. Carvalho, o famoso bairro aqui é chamado X do Morro. Aqui a gente não tem muito lugar pra gente ir, então nós decidimos criar o rolezinho. É um campo de futebol onde fizemos um palco e ao final do fim de semana nós faz o fluxo”, explica MC.
 
“Os caras param com o carrão do lado, liga o som e a gente vai tumultuando, porque a gente não tem espaço pra ir pra outro lugar, então a gente faz por aqui mesmo, que é a nossa comunidade”, contou. Já o MC Peterson Kaiwan explicou que de sexta-feira e sábado, os jovens se reúnem para beber e dançar no “X do Morro”. Mas no dia 11 de janeiro, na Avenida Caitutu, o fluxo no “X do Morro” não acabou bem.
 
“Naquele dia o fluxo estava muito gostoso, estava um fluxo legal. Aí rolou uma briga ali, procuramos separar a briga. Depois só ouvi a notícia, mataram o menino. Ninguém sabe mais quem foi, entendeu?”.
 
Luan de Lima Teixeira tinha 18 anos quando foi morto. Ele estava uma moto com uma menina de 14 anos. Dois suspeitos chegaram em outra moto e deram um tiro nas costas dele. Ninguém sabe o motivo do ataque. Uma semana depois, houve uma outra morte no fluxo. Suspeitos com toucas ninjas passaram em dois carros, atiraram e mataram um adolescente de 17 anos, que estava em uma moto.
 
“Até acabou um pouco o nosso fluxo, nós ficamos desgostosos. O funk é uma classe C, classe baixa, então no funk a gente é da comunidade, tem ali um cara que passa uma droga, que faz um movimento, ele vai colar no fluxo. Mas você também há de convir comigo porque na periferia tem o cara que passa uma droga, mas lá em Alphaville também tem o cara q passa uma droga”, disse MC Malvado.
 
Em um dos bailes funks, em Cidade Tiradentes, Alex Jordano, de 39 anos, foi morto com 28 tiros. A mulher dele aceitou dar entrevista, sem se identificar. “Na hora que eu soube [da morte], eu apaguei, não sei nem te explicar o que eu senti na hora. Não esperava uma coisa tão trágica desse jeito, com uma pessoa de tão bom coração igual ele era”, relatou.
 
“Seis meses antes da morte dele, eu perdi um filho, aí venho e perco o marido também. Então você imagina, é uma situação muito difícil, está sendo difícil, e para os meus filhos é pior ainda. Eu não sei o que aconteceu, então é melhor ficar do jeito que está”, lamentou a viúva.
 
Dos dois rapazes que morreram nos fluxos, só Alex tinha mais de 30 anos. Os outros eram mais novos, com menos de 23. Oito deles eram adolescentes. Paulo Amaral tinha 18 anos. Estava no fluxo da Rua 15, em Cidade Tiradentes, quando foi atingido por tiros de suspeitos em um carro. Paulo e mais três jovens morreram.
 
“Sempre final de semana ele estava nos bailes funks. Ia com um amigo, com a namoradinha dele, até a mãe dele ia junto com ele pra não deixar ele sozinho”, lembrou Cinira Amaral, conselheira tutelar e avó de Paulo. A mãe de Paulo, Sandra Amaral, gostava de acompanhar Paulo nos bailes funks. “Vai todo mundo aqui de Cidade Tiradentes. A gente vai numa baladinha aqui perto que é onde tem condições de ir.”
 
“No dia do crime, eu estava dormindo e um colega dele chegou e falou: ‘tia, mataram o ‘Macumba’’. Eu falei: ‘Meu filho? Quem matou o meu filho?’. Ele falou: ‘Não sei, tia, ele pediu para dar uma volta na moto que o menino estava, aí chegou os caras e mataram. E a gente acha que é polícia porque a viatura estava vindo, viu os cara atirando e não fez nada’”.
 
“É muito triste um jovem perder a vida, principalmente do jeito que ele faleceu, 18 anos. Agora que ia começar a vida, com o seu carro, tirando a carta, agora que ia fazer uma faculdade”, lamentou a avó do jovem. A mãe revelou que Paulo queria ser advogado. “Ele falava pra mim: ‘mãe, queria ser advogado. Depois eu vou ser um juiz'”.
 
A Secretaria estadual da Segurança Pública (SSP=SP) disse, em nota, que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está investigando a morte de Paulo Amaral de Andrade e Alex Jordano para saber quem cometeu os crimes. A SSP informou ainda que fez mais de 17 mil atendimentos a bailes funks no ano passado, mas que a fiscalização cabe à Prefeitura.
 
Já a administração municipal afirmou que a fiscalização é feita pela Prefeitura quanto a problemas com o som e que os crimes ficam a cargo da polícia. A Prefeitura disse que também realiza o projeto “Funk SP”, quando é procurada pelos organizadores e que, em 2015, foram realizados 20 eventos.
 
Fonte:lesteonline.com
 
 
 
  
 
 
 



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