CidTiradentes.com - 05_02_2017-cidade-tiradentes-fica-mais-colorida-com-a-barro-bronx-galeria-de-arte-urbana-a-ceu-aberto

Cidade Tiradentes fica mais colorida com a Barro Bronx, galeria de arte urbana a céu aberto

No dia 28 de janeiro, ganhou oficialmente novas cores com grafites espalhados pelos muros das vielas do conjunto habitacional Barro Branco.

Artigo visto por 9112 pessoas.

Cidade Tiradentes fica mais colorida com a Barro Bronx, galeria de arte urbana a céu aberto

Fotografia: Os muros não só colorem; eles falam, protestam, inspiram transformações que começam no spray e não t

A 43 km de distância da região central de São Paulo, o bairro Cidade Tiradentes ocupa uma área de 15 km² no extremo leste. A galeria de arte urbana a céu aberto foi batizada de Barro Bronx, em alusão ao distrito nova iorquino que é o berço da cultura Hip Hop.

No ano passado, o coletivo Operação Tinta no Muro começou as intervenções artísticas na região, que já concentra uma quantidade considerável de murais, ainda pouco conhecidos por moradores de outros bairros da cidade. O OTM surgiu há cerca de seis anos, de forma espontânea. O grupo de artistas já fazia parte de atividades culturais que aconteciam na Cidade Tiradentes e o universo do grafite sempre esteve presente entre suas ideias. “Acreditamos que a cena atual do grafite na Cidade Tiradentes é bem densa, apesar de ter poucas pessoas que pintam por aqui. Nós somos um dos únicos coletivos do tipo dentro do bairro, mas que vem se organizando e articulando encontros com diversos artistas do Brasil e do mundo, tornando essa cena cada vez mais forte”, disseram, em entrevista ao São Paulo São.

Atualmente, são nove integrantes que colocam a mão na massa e na tinta: Eder Sandro (Sow), Jonathan  (Nojon), Thiago (Icone K), Enrique (Rocket), Bruno Moraes (Bil), Bruno Marques (TDS), Marcos (Quinho), Eduardo (Credo) e Cledson (Game). Além dos painéis, que incluem grafiteiros da cidade toda - e segundo o grupo, muitos deles até então nem sabiam da existência do bairro -, foi criada uma sede nas proximidades da galeria, onde os artistas de fora são recebidos. O espaço também funciona como um ateliê compartilhado e ponto de articulação de todos os projetos realizados pelo grupo.

Entre os principais focos do grupo estão os projetos que valorizam a arte e o bairro. Em 2015 conquistaram o apoio do programa VAI, idealizado pela Secretaria de Cultura da Cidade. Assim, produziram cinco murais temáticos, baseados na cartilha de Direitos Humanos, como forma de levar cor e informação para a população da Cidade Tiradentes. No dia da inauguração oficial, um festival tomou conta da rua, com arte urbana, música, recreações infantis, projeções, apresentações de dança e música, incluindo nomes como Jé Versátil, Prince Hi-Fi e Rincon Sapiência.

A arte urbana em São Paulo ganhou bastante fôlego na última década e vem permeando as veias da metrópole, que pulsa cada vez mais dentro de toda a efervescência cultural paulistana. Foi traçado um caminho sem volta onde, mesmo diante o efêmero, há a resistência. “Como coletivo temos diversos objetivos e diversas missões que ainda nem saíram do papel. Mas o que leva nos a continuarmos pintando e sonhando, é o amor que temos pelo grafite e a cultura Hip-Hop. Devemos sempre acreditar no nosso potencial, tanto como coletivo ou individual”, afirmou o grupo que, de tão unido, responde junto.

Por ser uma região periférica e afastada do centro, é claro que existem outras demandas e lacunas a serem preenchidas em prol do aumento da qualidade de vida regional e até de necessidades básicas. Para eles, que moram ali, é notável a falta de atenção do Poder Público nas áreas de saúde, educação, saneamento e cultura. “Não parece ser legal, mas tudo isso se reflete nos nossos trabalhos, tornando-se mais um motivo para continuarmos o que já fazemos. Acreditamos que não só aqui como em outras periferias os artistas respiram arte sem ter que sair da sua quebrada, isso sim é muito legal e inspirador.”

Sobre o futuro do cenário da arte de rua, que parece um tanto borrado pelo cinza, o grupo não parece tão preocupado. “Não sabemos o que a nova gestão pode ou venha fazer em prol da arte urbana nas periferias, vendo a cidade ser pintada de cinza, preferimos não criar expectativas sobre o assunto. Com ou sem ele, a arte urbana nas periferias sempre irá existir.“

 

“Não só a arte urbana como o movimento Hip-Hop em si. São disciplinas que deveriam estar mais presentes nas escolas públicas, com palestras e oficinas sobre o movimento que estejam  diferenciando este sistema arcaico de ensino que vivemos na atualidade”, alfinetaram.

A crítica é uma das grandes ferramentas do grafite e de empoderamento das comunidades, que não só coroa a liberdade de expressão, mas também propõe avanços sociais em variadas formas. Os muros não só colorem; eles falam, protestam, inspiram transformações que começam no spray e não traçam um fim. O céu é o limite para tantos sonhos coloridos.

***
Por Brunella Nunes / São Paulo São.

Via:saopaulosao.com.br

 

 




Notícias

Vagas de Emprego

Cultura



Emblues Beer Band traz o melhor do Blues e Folk ao CFCCT

Embeer Blues Band

LOCAL: Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes

Avenida Inácio Monteiro, 6900. Barro Branco/ Vila Yolanda – Teatro (3° piso)
QUANDO: Dia 18/06 (domingo), às 19h

CLASSIFICAÇÃO: Livre
ENTRADA FRANCA (GRATUITO)

Anuncie Aqui

Sua empresa aparecendo para milhares de pessoas!

Encontre no Facebook